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A História da virgem e mártir Santa Luzia




Luzia (283-304) - cujo nome significa "luz" - nasceu em Sirausa, Itália e vinha de família cristã muito rica. Tinha tanta convicção cristã que, secretamente, se consagrou totalmente ao Senhor Jesus, oferecendo sua virgindade perpetuamente. Seu pai morreu quando ela tinha 5 anos e sua mãe sofria de uma grave doença.

Um dia, ela e sua mãe, foram visitar o santuário onde estava o túmulo da mártir Santa Águeda. Luzia então disse a sua mãe que fossem rezar junto ao corpo da santa. Em êxtase, Luzia sonhou que anjos rodeavam Santa Águeda, que lhe dizia: "Luzia, minha irmã, por que pedes a mim uma coisa que tu mesma podes conceder?".

Luzia então rapidamente foi procurar sua mãe, que lhe disse que tinha sido curada. Ela então revelou a sua mãe que fez um voto de castidade a Jesus, e que distribuiria todos os seus bens com os pobres e necessitados. E sua mãe disse: " Minha filha, tudo o que é meu e de teu falecido pai é teu, por isso faça o que queres". Assim que chegaram, começaram a distribuir tudo o que tinham com os necessitados.

Um jovem, também de família rica, era apaixonado por Luzia - porém pagão - perguntou para a mãe  o motivo de tudo aquilo, e a mãe de Luzia disse:  "Luzia é muito providente, ela achou bens muito mais valiosos do que esses e por isso é que estamos fazendo isso." O jovem não entendeu que ela falava dos "bens" do paraíso celeste. Após um tempo, ele teve certeza que elas eram cristãs, denunciando Luzia ao prefeito de Siracusa, que, furioso com a grande fé cristã dela, a mandou ao imperador Diocleciano, que tentou persuadi-la a se converter ao paganismo.

Vendo que nada a convertia, Diocleciano então mandou jogá-la numa casa de prostituição, porém nem mesmo uma junta de bois conseguiu tirá-la de lá. Como isso não deu certo, tentaram colocar fogo em seu corpo, mas ela rezou: "Ó Senhor Deus, Jesus Cristo meu Rei, não deixai que essas chamas me façam mal algum." E as chamas não chegaram a fazer nem mesmo um vermelhidão em seu corpo.

Como nada havia dado certo, um soldado, a mando de Diocleciano, arrancou os olhos de Luzia e os entregou a ela em um prato, mas, milagrosamente, assim que o prato foi entregue a ela, nasceram dois sãos e mais bonitos olhos que os outros. Vendo isso, a decapitaram enquanto ela dizia: "Adoro a um só Deus verdadeiro, e a ele prometi amor e fidelidade." Os cristãos então recolheram seu corpo e a sepultaram nas catacumbas de Roma. Sua fama de santa espalhou-se por toda a Europa e depois para o mundo, venerada como padroeira da visão e dos oftalmologistas.


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